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O Último Reino: Por que sou Uhtred e o destino é tudo


Sinopse: O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos nove anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

“Cornwell cria cenas de batalha melhor do que qualquer escritor. Vivo ou morto.”
- G.R.R. Martin.

As Crônicas Saxônicas são compostas por oito livros – segundo as informações atuais, porém ainda não há confirmação de que o oitavo volume seja, de fato, o último – seis publicados no Brasil, o sétimo com data prevista para Julho deste ano e o oitavo com lançamento marcado para Outubro no Reino Unido.
No primeiro volume da saga, O Último Reino, somos apresentados à Uhtred, filho de Uhtred, que, por sua vez, era filho de outro Uhtred. Nascido na Nortúmbria e com apenas nove anos, vê seu reino sendo invadido pelos dinamarqueses, um povo encoberto por uma névoa de mitos e terror, já que, onde um navio dinamarquês era avistado, povoados inteiros eram saqueados e destruídos. Em um ímpeto de insensatez e invencibilidade infantil, Uhtred se vê em batalha frente a frente com um deus da guerra em todo se esplendor, Ragnar, o Intrépido, e o ataca. Por conta dessa coragem inusitada, é acolhido pelo Earl como um filho e aprende os costumes dinamarqueses e, acima de tudo, a amá-los.

Com Nortúmbria e Ânglia Oriental subjugadas pelo exército invasor, há somente um reino pertencente aos saxões em toda a Inglaterra, Wessex, governado por Alfredo, que futuramente receberia o título de “Alfredo, O Grande”. Usando um amuleto de Thor e renegando qualquer costume cristão, Uhtred se vê lutando pelo rei que exemplifica claramente a influência da Igreja na política da época, onde os padres alegavam que seria melhor esperar que Deus mandasse fogo dos céus ao invés de enfrentar os dinamarqueses pela espada.

“Ele era meu rei e tudo o que tenho devo a ele (...) tudo veio de Alfredo, meu rei, que me odiava.”
Em uma narração que transcorre tão rápido quanto o furor de uma batalha, Bernard Cornwell nos faz sentir como se estivéssemos lutando em uma parede de escudos; a inquietação e o nervosismo que a precede e, finalmente, a tranquilidade da luta de espadas.
Distinguindo história, lenda e, ao mesmo tempo, mesclando ambas, Cornwell dá cores ao passado adicionando personagens fictícios que nos cativam, sendo o principal deles, um guerreiro com uma fortaleza a tomar, pois logo depois que passa a viver com os dinamarqueses, Uhtred descobre que seu tio usurpou seu título de senhor da Nortúmbria e terá que seguir uma longa jornada de volta para o Norte para vingar um velho amigo e tomar suas terras de volta.

Wyrd biõ ful ãræd, o destino é tudo.

Um comentário:

  1. Eu amo ler os livros de Bernard Cornwell. Essa saga já está na minha lista e agora é hora de começar a ler os livros que foram lançados até agora. Normalmente eu gosto de ter todos em mãos para depois começar a ler a série, mas nesse caso, não sei quando será lançado o oitavo livro no Brasil.

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