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Eve & Adam: Uma história com todo o pontencial do mundo


Autor: Michael Grant e Katherine Applegate
Editora: Square Fish - Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 272
Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina.
Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular genes humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida!
Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.

Você, leitor do Rascunho, está um passo na minha frente, já que comecei a ler “Eve & Adam” sem procurar qualquer sinopse ou comentários de outras pessoas. Gosto dessa experiência que é ler um livro “no escuro”, deixando o próprio autor me mostrar onde ele quer chegar. Comecei minha leitura sem qualquer pretensão e me surpreendi sucessivamente com o quanto ele passara a me conquistar logo nas primeira páginas, com sua narrativa direta e capítulos alternados pela perspectiva dos personagens principais: Solo e Evening. 

Evening não é muito diferente de muitas mocinhas que conhecemos por aí, ela tem 17 anos e é bonita, mas não se acha bonita; é inteligente, mas não o suficiente; desenha bem, mas não tanto gostaria. Para mim foi fácil me identificar com a personagem, principalmente por causa de suas inseguranças artísticas. Solo por outro lado tem 17 anos e nele vive a autoconfiança originada de seu senso de vingança contra a mãe de Eve, Terra Spiker, quem ele acredita ser responsável pela morte de seus pais cientistas e ex-sócios do grande reinado construído por Terra (o quanto esse nome é legal?!!)


È aí que começo a pensar qual é o grande ponto da história. Enquanto a sinopse e o book trailer dizem que a ideia é entender a perfeição, eu diria que o livro se divide entre: aprender a aceitar os próprios erros, muito além de buscar a perfeição em uma outra pessoa, e claro, primeiras impressões podem enganar. Se eu tivesse lido a sinopse de “Eve & Adam” além de “é romance”, talvez eu realmente não tivesse tido interesse na história, porque a própria maneira como o livro é divulgado subestima o aprendizado e experiências pelos quais os personagens passam durante seu trajeto. E o tal Adam, fruto do projeto de Evening, não é mais que um plano de fundo para algo muito mais interessante.

Ao mesmo tempo, tive impressão logo de começo que tampouco os autores tiveram o senso de aprofundar a jóia que eles tinham em mãos. Talvez seja a mesma frustação de muitos nerds all long the world sobre o novo Jurassic Park que invés de usar a ciência para melhorar a história, acrescenta elementos não existentes para sua justificativa. “Eve & Adam” quase me deixa com raiva pelo que ele poderia ser, pelo quanto poderia ir além.

Eu ouvi que ela era teimosa, difícil, ingênua, muito esperta, muito talentosa, com todo o potencial do mundo.
Esta frase está em minha mente: todo o potencial do mundo.
A garota tem todo o potencial do mundo. Ela poderia ser qualquer coisa. Pode fazer o que quiser. [...]
Depois de falar com Evening, concluo que ela é inteligente. Não sei se ela tem todo o potencial do mundo.
Mas sabe de uma coisa? A Vanessa de 17 anos, a idade para o qual o livro foi desenvolvido, provavelmente não pensaria o mesmo, então eu volto na ideia de que é um livro muito bom.
 

Um comentário:

  1. Também não leria pela sinopse, mas por causa da resenha me interessei. Vai para lista Eve & Adam”

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