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A Herdeira: Seja arrebatado por Eadlyn Schreave

Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 392
Nota: 4,5/5
Sinopse: No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado
Fugi de "A Seleção" como o diabo foge da cruz, resisti a essa série com unhas e dentes, mas parecia que para onde quer que eu fosse tinha algum livro da Kiera Cass me encarando. O resultado foi que eu li os quatro livros da série em um único fim de semana e agora estou aqui morrendo pelo fato do próximo livro da só sair ano que vem. Se você não leu a série, preciso avisar que essa resenha contém spoilers dos três livros anteriores (dos anteriores gente, não desse).


Antes de falar de "A Herdeira", preciso comentar que enquanto eu lia os três primeiros volume de "A Seleção" o que mais me irritou foi a personalidade da America. Achei ela muito boba e muito clichê, por causa disso imaginei que a filha dessa pessoa só poderia ser um poço de candura feat. songa monguice, certo? Pois acredite ou não, eu estava redondamente enganada, e QUE BOM! 

Filha de Maxon e America, Eadlyn é a primogênita do casal. Gêmea que nasceu sete minutos antes de Ahren Schreave, Eadlyn já nasce rompendo velhos paradigmas ao ser a primeira herdeira da família real do sexo feminino. O convencional seria que Ahren, homem, assumisse a coroa após Maxon, mas o casal considerou isso uma injustiça e aproveitou a nova onda de mudanças, com o fim das castas, para conceder o direito ao trono à real primogênita.

Logo nas primeiras páginas percebemos o quanto Eadlyn é intragável. Arrogante, preconceituosa, egoísta e fútil são apenas alguns dos defeitos da herdeira, que foi criada para governar, mas tem pouca noção de como realmente é a vida de seus súditos. Com o fim das castas uma onda de paz toma conta de Iléa, mas o preconceito entre a geração da era pós castas é muito grande e a população aos poucos começa a entrar em embate. A alternativa que o rei Maxon encontra para amenizar a atenção das pessoas para esses problemas é a Seleção, que desta vez tem como protagonista Eadlyn, que abomina a ideia de se casar com toda a força de seu corpo.
Não sei ao certo se acredito em destino. Mas posso dizer que às vezes aquilo que você mais deseja vai cruzar sua porta determinado a te evitar a qualquer custo. E, ainda assim, de algum jeito, você descobre que é suficiente para fazê-lo ficar. - Maxon a Eadlyn
O que mais me agradou em A Herdeira foi definitivamente Eadlyn. Além dela fugir do senso comum de protagonistas por ser independente, pé no saco e um tanto feminista, ela amadurece no decorrer do livro. Achei a escrita muito mais trabalhada e os personagens mais envolvidos com os problemas de Iléa. Além disso, como o livro é na perspectiva da herdeira, não temos que acompanhar algumas daquelas intrigas bobas entre os selecionados.

E falando de selecionados: ê lá em casa viu? Um melhor que o outro, meu preferido foi de longe Kile Woodwork, filho da Marlee com Carter Woodwork, e que por puro destino (cof cof cof) foi parar na Seleção de Eadlyn. Mas não é só ele que promete, muitos selecionados vão conquistando aos poucos o coração de Eadlyn, que gradualmente vai deixando cair sua armadura e lembrando que além de princesa, ela também é uma jovem que tem confusões e anseios amorosos. Isso foi algo muito bacana no livro, Eadlyn se mostrava tão irredutível e fechada a qualquer tipo de sentimento, seja amoroso ou fraternal, que é muito interessante ver sua confusão ao começar a enxergar os outros, a enxergar seus criados, sua família e descobrir o que a afastava das pessoas e o que ela pode melhorar enquanto princesa.

Em relação aos demais livros da Seleção, A Herdeira é um livro mais sóbrio e com menos alívios humorísticos, mas isso não desmerece a obra, que na minha opinião é o melhor livro da série até então. A leitura é super recomendada, o único problema mesmo é ter que esperar pela sequência que só sai ano que vem! E você, já leu? Comente aqui o que achou!





5 comentários:

  1. Oi Lara, tudo bem?
    Eu também não fui fisgada por esta série logo de cara. Mas, de tanto ver o povo comentar, ler as resenhas elogiosas e entusiasmadas como a sua, acabei ficando bastante curiosa... kkkkk
    Assim que eu pegar uma boa promoção vou catar os livros todos. Agora só não sei quando terei tempo de ler. kk
    Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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    Respostas
    1. Oi Lia! "A Seleção" está bem longe de ser a minha série preferida, mas não sei explicar, é aquele tipo de série que te fisga pela curiosidade. A cada livro que eu terminava eu ficava desesperada pra saber o que acontecia no próximo aheuheuh, mas é como eu disse, esse livro é bem mais elaborado que os outros e ganha muuuuitos pontos positivos pela protagonista mão de ferro aheuheu. Se sentir curiosidade leia, é uma leitura bem suave, pra aqueles dias que a gente quer ler sem forçar muito a mente. Obrigada Lia!
      Beijosss :D

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  2. Estou amando esse livro e a Eadlyn é muuuuuuuuuuuuito chata, não gosto dela, mas ela é a peça chave que movimenta o livro, me surpreendo o tempo todo com suas reações. E sim, gosto do amadurecimento dela na série. Muitos esperam que a princesa seja como a mãe, mas aí qual seria a graça de mais um livro com "outra America"?
    Ass: Evelin

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  3. Lara, você simplesmente leu meus pensamentos! Ouvi muitas críticas em relação à personalidade de Eadlyn, mas acabei me apaixonando perdidamente por ela. De verdade, ela me encanta muito mais que América justamente por fugir ao clichê de mocinhas boazinhas que sempre se preocupam com os outros em detrimento de si mesmas. Acredito também que seu comportamento seja perfeitamente compreensível, fruto de sua criação, sua posição e suas experiências, e é muito bacana acompanhar seu amadurecimento ao conviver com pessoas de realidades diferentes. Também me apaixonei por Kile e torço muito para que ele seja o escolhido... de fato, o casal Kile/Eadlyn me cativou e me instigou muito mais que o próprio casal Maxon/America (sei que minha opinião é polêmica, but...). Estou super ansiosa pela sequência!

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  4. Concordo plenamente sobre a Eadlyn. Gosto muito da America mesmo ela sendo obviamente sendo clichê ao extremo, e por isso esperava que Eadlyn fosse ser a tradicional princesa rebelde que quer sair e ver o mundo, o que graças Deus ela não é nem um pouco.
    Só que para mim o final ideal para uma personagem que quebra paradigmas é justamente um final que quebre paradigmas também, e onde ela não fique com ninguém. Ela precisa aprender a ver os outros, ser uma pessoa melhor e não gosto que pareça que pra isso o melhor é arranjar um namorado, o que acha?

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